quinta-feira, 15 de junho de 2017

Já não é a primeira vez que fazem fogueiras no Convento de Cristo

Em 2005 foi assim
A queima de uma “catártica” (estrutura cónica com 20 metros de altura) no claustro da hospedaria do Convento de Cristo, para o filme “O Homem que Matou D. Quixote”, provocou acesa polémica com os defensores do património a criticarem severamente a autorização para tal enquanto outros minimizavam o impacto dessa fogueira no monumento.

O que é certo é que já não é a primeira que, para um filme, é feita uma fogueira no Convento de Cristo.
Basta recuarmos a 23 de dezembro de 2005. Nessa noite foi encenada uma fogueira da inquisição no terraço da Charola para o filme Teresa d’Ávila, uma grande produção espanhola dirigida pelo realizador Ray Loriga.
Era uma das cenas dramáticas do filme que envolveu um grande aparato técnico e mais de duas centenas de figurantes, a maior parte dos quais de Tomar. Uma “bruxa”, acusada de heresia, foi queimada viva numa fogueira junto à entrada principal do Convento. As filmagens, primeiro com uma atriz, depois com uma boneca, decorreram das quatro da tarde às quatro da manhã.
O filme foi estreado em março de 2007.
E é curioso notar que em 2005 e 2017 foi exatamente a mesma empresa espanhola a responsável pelas fogueiras controladas no Convento de Cristo.
O experiente técnico espanhol Reyes Abades, responsável por essa parte dos filmes, garante um controlo absoluto do fogoe tem provas dadas da qualidade e segurança da seu trabalho.
Num testemunho publicado na internet Reyes Abades garante: “mi empresa ha hecho muchos fuegos en distintos lugares muy importantes de España, como en el castillo de Belmonte, castillo de Gerona, la catedral de Salamanca, el teatro romano de Mérida, etc…. En fín, muchos lugares en los que hemos tenido toda la seguridad y prudencia que nuestro trabajo y el entorno en el que lo hacemos, ha requerido y requiere”.

Entrevista ao site Insider
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2 comentários:

  1. Peço desculpa, as pessoas em vez de incendiarem esta polémica, levantem o cuzinho da cadeira e vão ver a realidade das coisas, e não sejam estúpidas nem venenosas.

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