sábado, 25 de abril de 2015

Como era o ambiente político em Tomar no pós-25 de Abril?

António Spínola em Tomar em 1974 
Manifestações, reuniões, debates e mais tarde ocupações de empresas e greves foram alguns acontecimentos que marcaram o ambiente político em Tomar no pós-25 de Abril.
Pode-se dizer que, na nossa região, foi pacífica a transição para a democracia. Exemplo disso foi o que se passou na câmara de Tomar em que só passados alguns dias o executivo camarário foi destituído e substituído por uma comissão administrativa.
Sobre este tema, recuperamos um texto de Júlio Bento publicado no livro “Tomar Perspectivas” editado pela Comissão Central da Festa dos Tabuleiros em 1991.

“O 25 de Abril de 1974 representou, no plano político, em Tomar, como em todo o País, o soltar de uma mola que se encontrava comprimida há largo tempo.

Saiba quem foram os primeiros deputados pelo distrito de Santarém

Neste dia 25 de Abril, feriado nacional, assinalam-se os 40 anos das primeiras eleições livres em Portugal.
Tal como aconteceu a nível nacional, também no distrito a participação do eleitorado rondou os 92 por cento. Nunca a abstenção foi tão baixa.
Recordemos os resultados destas eleições para a Assembleia Constituinte (25 de Abril de 1975) no distrito de Santarém e quem foram os nossos primeiros deputados:
PS: 126630 votos (42,93%) – 8 deputados
PPD: 55440 votos (18,79%) – 3 deputados
PCP: 44515 votos (15,09%) – 2 deputados
CDS: 12748 votos (4,32%) - 0
MDP: 12056 votos (4,09%) - 0
FSP: 7009 votos (2,38%) - 0
MES: 4619 votos (1,57%) - 0
PPM: 3425 votos (1,16%) - 0
UDP: 3048 votos (1,03%) - 0
O deputado do PCP Pedro dos Santos Soares entretanto faleceu antes de tomar posse e foi substituído por Hilário Manuel Marcelino Teixeira

Da revista Visão
40 anos de eleições livres

Sugestões para este feriado de 25 de Abril










Abrantes inaugura mercado diário

A câmara de Abrantes vai inaugurar neste feriado de 25 de abril o seu mercado diário e o chamado "Welcome Center" (posto de turismo). Em Tomar a presidente Anabela Freitas prometeu a inauguração do edifício do mercado para dia 25 de abril de 2014, promessa que, um ano depois, continua a ser adiada. 

A câmara municipal e as empresas

António Lourenço dos Santos*

Alguns factos recentes mostram que por parte da Câmara Municipal de Tomar parece haver um excessivo e incompreensível afastamento das necessidades das Empresas e de Economia do Concelho. Há 2 ocorrências recentes que ilustram o assunto.
Uma, quando a Presidência da Câmara não quis celebrar um Protocolo de Cooperação com a Câmara de Comercio e Industria Franco Portuguesa, sediada em Paris. Foi uma atitude que não andou longe da sobranceria, ou da incompetência. Com efeito, não se encontram outras explicações para a falta de vontade em criar um quadro de cooperação que ofereceria condições únicas para Empresas do Concelho. Condições estratégicas, resultantes do relacionamento directo com um universo empresarial muito qualificado e com raízes sólidas em Portugal; condições comerciais, resultantes da participação facilitada em montras e mostras em França; e outras, como a modernização tecnológica, facilitada pelo contacto fácil e privilegiado com uma das economias mais poderosa na Europa. Mas tudo isso foi recusado não se sabe porquê…ao contrário, que fique registado que houve várias Câmaras vizinhas que não hesitaram em aproveitar a oportunidade que foi proporcionada às economias dos seus concelhos. Sabem porquê, certamente.
A segunda ocorrência desfavorável às Empresas, e também à atracção de investimento, foi o aumento do preço da água, em cerca de 25%. É um caso melindroso, não só pela sua expressão, mas também porque foi feito quando a economia ainda está sujeita a tensões fortes. Todavia, à Câmara de Tomar pareceu natural esse aumento desproporcionado, e não justificado.
Qualquer um dos casos revela um desconhecimento preocupante das carências e das necessidades das Empresas que no nosso Concelho operam e asseguram emprego, e sugere muitas questões.
A que mais preocupa, é a ausência de sensibilidade da Câmara para a criação de emprego. Com efeito, como entende a Câmara, que o Concelho de Tomar pode ultrapassar a situação difícil em que se encontra, sem ser com medidas negativas como as relatadas atrás? Será que na Câmara ainda não perceberam que não basta argumentar que a culpa vem de trás, e que o importante, isso sim, é olhar para a frente e debater e lançar orientações, e aplicar medidas activas, e positivas?
Entretanto, continuamos sem conhecer as ideias que a Presidência da Câmara possa ter para ajudar a economia do Concelho a sair da estagnação em que está, e para criar esperança e emprego em Tomar. Certo é que não há economia que resista e consiga crescer, quando as empresas são submetidas a tratamentos destes.
*Economista
Vogal da Comissão Política Concelhia do PSD

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Novo "Caminho Nascente" liga Tomar a Fátima pelos campos

A Associação de Amigos dos Caminhos de Fátima acaba de criar o novo "Caminho Nascente" que liga Tomar a Fátima ao longo de 29,3 quilómetros essencialmente pelos campos.
Conforme explicam os promotores, “o caminho tem marcação bidirecional, para ajudar os peregrinos de Santiago que vão a Fátima a retomarem o Caminho Original de Santiago em Tomar. Não é "Caminho de Santiago", mas caminho "para" Santiago.”
No sentido Fátima o caminho está indicado com seta Azuis e no sentido Tomar está indicado com setas amarelas.
Chama-se "Caminho Nascente" por rumar a Este onde nasce o sol.
Em Tomar as indicações do caminho começam na Praça da República, numa caixa de eletricidade do lado esquerdo de quem olha para a fachada da Câmara Municipal de Tomar.
As indicações do Caminho em Fátima começam num poste elétrico, no lado "Este" do Santuário na Praceta de Santo António, junto as pequenas lojas de artigos religiosos.
Ao longo do percurso existe uma grande diversidade de geografias. Atravessa regiões de montanha (com alguma exigência física) muito ricas em fauna e flora. Cruza cidades e aldeias com tradição peregrina, cultural e histórica.
Este caminho é feito essencialmente pelos campos, e permite um contacto com um Portugal, onde ainda existe tempo para parar e refletir.
Existem planos para abrir um albergue paroquial de peregrinos a meio deste caminho.
Um alerta final para o perigo de caminhar no aqueduto dos Pegões dada a altura dos arcos e a ausência de proteção.

Mais informação aqui e aqui.

Quinta do Bill atinge os 50 mil “Gostos” no facebook

Esta semana a banda Quinta do Bill, de Tomar, alcançou os 50 mil fãs no facebook. São mais de 50 mil pessoas que clicaram “Gosto” na página dos Quinta do Bill naquela rede social. Ao atingir este número a banda agradeceu a todos.

Página dos Quinta do Bill no facebook

Vice-provedor da Misericórdia de Tomar demite-se

O assunto faz manchete no jornal O Templário desta semana. O vice-provedor da Misericórdia de Tomar, Carlos Coelho Moura, demitiu-se há cerca de uma semana alegando razões pessoais.
Segundo o mesmo jornal “alguns críticos da atual gestão da Santa Casa da Misericórdia veem nesta demissão algo mais, uma vez que a Misericórdia de Tomar, há cinco anos a esta parte vem acumulando prejuízos e tem sido alvo de críticas, nomeadamente de descendentes de beneméritos que doaram património a esta instituição.”
Estranha-se esta demissão tanto mais que Carlos Moura era, há vários mandatos, o braço direito e homem de confiança do atual provedor, Fernando Jesus.
Com o lugar em aberto na mesa administrativa entra António Fidalgo que era o primeiro suplente. António Alexandre é apontado como o nome mais provável para vice-provedor.
Carlos Coelho Moura é tenente coronel na reserva, foi comandante do estabelecimento prisional militar de Tomar e lidera a Ordem Franciscana em Tomar.