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segunda-feira, 30 de julho de 2018

Quando o amor é mais forte do que a política

Ela é do PS e ele do PSD, ela é do PSD e ele do PS. O que é que acontece quando um dirigente ou eleito de um partido se apaixona por alguém de um partido da oposição? Dois casos, duas histórias de amor com diferentes cores políticas, que estão a acontecer em Tomar e que merecem registo por não serem muito frequentes.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Líder distrital da JS nomeado adjunto do ministro da segurança social

Tiago Preguiça, líder distrital e presidente da comissão nacional da Juventude Socialista, foi nomeado adjunto do Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva.
A nomeação foi publicada no Diário da República desta terça feira, dia 7, mas tem efeitos desde 24 de janeiro. Já antes, desde dezembro de 2015, Tiago Preguiça, exerceu funções como técnico especialista do Gabinete do Secretário de Estado do Emprego.
Tem 30 anos e é de Santarém.

sábado, 16 de abril de 2016

La Belle et la Bête*

Opinião

"La Belle et la Bête"* é um clássico francês do século XIX da autoria de Jeanne-Marie Le Prince de Beaumont. Trata-se de um conto de fadas que relata a relação que, por vicissitudes da vida, uma jovem se vê obrigada a ter com um monstro. Há várias versões desta interessante novela, sendo que a Walt Disney a imortalizou com a sua versão em banda desenhada para crianças.
A história conta-se num ápice.
Tudo começa com um abastado mercador a perder toda a sua fortuna. Das suas três filhas, enquanto as duas mais velhas são vaidosas e cheias de futilidades, a mais nova é séria e compenetrada dos problemas do pai. Um dia, o mercador ao deslocar-se à cidade, recebe das filhas mais velhas pedidos de bugigangas e vestidos enquanto a mais nova, ciente dos problemas financeiros do progenitor, pede-lhe simplesmente uma rosa. O pai, no caminho de regresso, por causa duma tormenta, acolhe-se numa mansão onde lhe são disponibilizadas todas as honrarias e confortos sem que se aperceba quem é o anfitrião. No dia seguinte, à saída, colhe uma rosa e eis que lhe surge o proprietário que mais não é que um monstro que lhe exige em pagamento a entrega duma das filhas. Está-se a ver que é novamente a filha mais nova que se disponibiliza para o supremo sacrifício, indo viver na mansão com a criatura. A fera enche a rapariga de jóias e soberbas vestimentas na tentativa de colher o seu agrado. Acaba mesmo pedindo a jovem em casamento. A jovem recusa e volta para casa do pai. Entretanto sabendo que o monstro se encontra à beira da morte com o desgosto provocado pela decisão da rapariga, esta volta decidida a casar. Eis que tomada esta decisão, o monstro se transforma num formoso príncipe. A moral da história reside no justo retorno pelo altruísmo da devoção ao outro.
Vai daí, haverá seguramente quem na sua santa ignorância, ao conhecer esta história, por opção, tenha decidido juntar-se a um monstro na esperança de que um dia este pudesse transformar-se num belo príncipe...
Vã esperança, acaba por concluir ao ver passar os anos e o monstro a ficar cada vez mais monstro...
Será pois caso para ficar a cismar se aquilo do monstro virar príncipe ser apenas coisa de conto de fadas... ou, quem sabe, ser culpa própria dado tratar-se duma qualquer e vulgar ana, sem nada de bela!
E assim, a moral desta segunda história é a seguinte: "Um mal nunca vem só. Fealdade e estupidez andam demasiadas vezes de mãos dadas".
                                                                     José da Silva
*A Bela e o Monstro

sábado, 12 de dezembro de 2015

Tiago Carrão prepara-se para ser eleito presidente da JSD distrital

No congresso eleitoral da JSD distrital a realizar este sábado no Cartaxo, o tomarense Tiago Carrão é o único candidato à liderança da comissão política distrital de Santarém.
Presidente da JSD Tomar, membro da assembleia municipal e filho do ex-presidente da Câmara Carlos Carrão, Tiago é licenciado em engenharia eletrónica e telecomunicações pela Universidade de Aveiro.
O jovem tomarense apresenta a moção de estratégia global "Juntos pelo distrito de Santarém" que pode ser lida aqui.
O site da candidatura é este.
O mandato é de dois anos.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Câmara de Tomar institui provedor do munícipe

Um dos assuntos que é hoje (dia 19) abordado na reunião da Câmara de Tomar é a criação da figura do provedor do munícipe,   cargo desempenhado por alguém fora da Câmara com a missão de apoiar os cidadãos na defesa dos seus direitos.
Para já vai ser aprovado o regulamento do estatuto do provedor, documento que ainda vai ser objeto de apreciação pública ao longo de 30 dias.
A maior expectativa reside na escolha da personalidade que vai ocupar o cargo, que se supõe ser alguém independente e com capacidade de diálogo para fazer a ponte entre os cidadãos e o município.
No caso de Abrantes, que já tem um “Provedor Municipal do Cidadão” desde 1998, o cargo é desempenhado por um oficial do exército na reserva.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Saiba quanto é que cada junta de freguesia vai receber do orçamento do Estado

As 11 juntas de freguesia do concelho de Tomar vão receber um total de 730 mil e 538 euros segundo a proposta do orçamento do Estado para 2015. Veja quanto é que vai receber a sua freguesia:

Transferências para as freguesias 2015
Asseiceira - 50.228 euros
Carregueiros - 30.503
Olalhas - 43.862
Paialvo - 45.421
São Pedro de Tomar - 54.121
Sabacheira - 40.949
União das freguesias de Além da Ribeira e Pedreira - 50.912
União das freguesias de Casais e Alviobeira - 69.979
União das freguesias de Madalena e Beselga - 82.224
União das freguesias de Serra e Junceira - 68.869
União das freguesias de Tomar (São João Baptista) e Santa Maria dos Olivais - 193.470
Total - 730 538 euros

Transferências para todas as freguesias do país

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Saiba quanto é que as câmaras vão receber do orçamento do Estado

Da proposta do orçamento do Estado para 2015 estão definidos mais de 131 milhões de euros a distribuir pelos 21 municípios do distrito de Santarém.
A capital do distrito é a que recebe o montante maior seguindo-se Abrantes, Ourém e Coruche.
O município de Tomar vai receber 9 milhões e 264 mil euros.
Vejamos quanto é cada município do distrito recebe:
Abrantes - 11 344 591 euros
Alcanena - 4 793 226
Almeirim - 5 484 850
Alpiarça - 3 146 435
Benavente - 4 352 093
Cartaxo - 4 888 361
Chamusca - 6 914 161
Constância - 3 221 498
Coruche - 10 035 968
Entroncamento - 3 250 393
Ferreira do Zêzere - 4 752 257
Golegã - 3 023 645
Mação - 6 216 921
Ourém - 11 272 649
Rio maior - 6 081 343
Salvaterra de Magos - 5 344 296
Santarém - 12 902 568
Sardoal - 3 478 927
Tomar - 9 264 062
Torres Novas - 8 532 330
Vila Nova da Barquinha - 3 128 136
Total - 131 428 710 euros

Para saber com mais pormenor as transferências previstas para os municípios em 2015 pode consultar aqui.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Há um ano que eles mandam em Tomar

Neste dia 17 de outubro completa-se um ano sobre a tomada de posse da Câmara e Assembleia Municipal de Tomar, cerimónia que decorreu no Cine-Teatro.
Após 16 anos de gestão social democrata, há um ano o poder passou para a mão dos socialistas que, sem maioria, fizeram uma coligação com a CDU.
O Executivo é atualmente composto pela presidente Anabela Freitas, vereadores Rui Serrano, Hugo Cristóvão (PS) e Bruno Graça (CDU), os quatro na foto. Na oposição e sem pelouros estão João Tenreiro e António Jorge (PSD) e Pedro Marques (Independentes por Tomar).
Diga-nos qual o balanço que faz da gestão camarária PS/CDU em Tomar. Comente aqui no blogue ou no facebook.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Ex-líder do PS Tomar disse o pior de António Costa e agora apoia-o

Luís Ferreira, ex-líder do PS Tomar, ex-vereador, companheiro e chefe de gabinete da presidente da Câmara de Tomar, teceu duras críticas a António Costa durante a campanha para as eleições primárias do PS. Agora, após o ato eleitoral, apoia-o.
Como é que um político consegue essa proeza de “arrasar” completamente um candidato antes das eleições no partido e depois apoiá-lo como candidato a Primeiro Ministro? Esta é a pergunta que o cidadão comum faz perante tal incongruência política.
Os leitores que tirem as suas conclusões depois de lerem o que Luís Ferreira escreveu e que transcrevemos.

Comentário publicado no facebook a 25 de agosto, após a entrevista de António Costa ao Expresso:
“ACosta é o último sobrevivente da "velha política", dos golpes palacianos, dos conselheiros Acácios, da intriga, da "fofoca de botequim", enfim: o representante de um determinado estilo de vida pública e política, a qual tem há muito os seus dias contados e ou sai a bem, ou é corrida a "pontapé"...
Vergonhoso.
O estilo fanfarrão, quase boçal, com tiradas à "Alberto João", num enquadramento histórico daquela que foi uma das primeiras casas de liberdade burguesa no Portugal pré-implantação da República - o edifício da Câmara de Lisboa, o seu presidente permite-se comparar o seu resultado para edil - pelo terceiro mandato, com o obtido pela vitória socialista nas europeias no seu próprio Município. Pequenina e poucochinha, esta sua atitude!
Vergonhoso.
(…)
ACosta é ele próprio a negação política do que diz defender, ao usar os métodos, os meios, as "ligações" da direita - Carlos Carreiras (atual presidente de Cascais e ex-presidente da Distrital do PSD de Lisboa e ligado ao célebre caso de alguns anos das "malas de dinheiro", para pagar quotas de militantes, com quem negociou uma reforma das freguesias de Lisboa), Miguel Relvas, Pacheco Pereira e Lobo Xavier, são meros exemplos dos "homens de esquerda", com que ACosta negoceia politicamente.
Vergonhoso.
Uma entrevista execrável (No Expresso), sem conteúdo político ou estratégico, sem visão nem rasgo, sem humildade, respeito ou simples educação no tratamento do líder do PS que o apanhou em cacos e humilhado eleitoralmente em 2011 e o recuperou, contra a vontade das elites burguesas que vivem do Estado, transformando-o no partido atual que já tem duas vitórias (em 2013 e 2014).
Vergonhoso.
E pensar eu que cheguei a pensar que estaria ali a solução presidencial do centro-esquerda, para 2016. Mil vezes antes o ecumenismo dialogante de Guterres à prosápia oportunista de ACosta.
Que nos livremos de vez desta velha política. Sob pena de estarmos a enterrar o sistema político herdado com o 25 de Abril de 1974.”

No dia a seguir às primárias e com a vitória retumbante de António Costa, o mesmo Luís Ferreira publicou no facebook uma foto de António José Seguro a abraçar António Costa com a legenda “O senhor que se segue. Agora é que a direita vai ver como elas doem. (…) este vai ser um grande quebra cabeças para Passos e Portas.  Dentro de um ano substituiremos este, mau, governo”.
Num comentário a este apontamento de Luís Ferreira escreve César Diogo: “Com o devido respeito, mas quem te viu e quem te vê… depois do que escreveste e disseste, tens a coragem de dizer bem do Costa?”
Luís Ferreira acabou por apagar este post e respetivos comentários.

A 29 de setembro, no blogue http://esquerdocapitulo.blogspot.pt, o mesmo Luís Ferreira escreve um longo texto com o título “O povo falou. Respeitemos o povo!”.
Transcrevemos apenas parte do último parágrafo: “como dirigente e militante do PS estarei na primeira linha a defender o afastamento de Passos Coelho e do PSD, com o candidato que o povo escolheu, que é também o meu candidato a Primeiro Ministro - António Costa.”
O post e comentários que Luís Ferreira apagou

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Bloco de Esquerda questiona ministro sobre turma cigana de Tomar

O deputado do Bloco de Esquerda Luís Fazenda apresentou um requerimento na Assembleia da República sobre a criação de uma turma de 14 alunos exclusivamente de etnia cigana na Escola B1 Templários em Tomar.
Luís Fazendo considera “inaceitável constitucionalmente, democraticamente e pedagogicamente” haver um grupo de crianças com aulas separadas dos restantes alunos, “numa política ativa de segregação, separando os alunos de acordo com a sua etnia”.
O deputado apresenta duas perguntas ao Ministério da Educação e Ciência: “Sob que critérios e sustentado em que diplomas legais aceitou o governo e serviços do Ministério da Educação e Ciência a constituição de uma turma constituída exclusivamente por crianças de etnia cigana na Escola B1 Templários em Tomar? Que medidas irá o governo tomar para corrigir esta situação?”

O requerimento pode ser lido aqui.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Tomar é o 16.º município que demora mais a pagar

Dos 89 municípios do país com prazo médio de pagamento superior a 90 dias, o município de Tomar está entre os 16 primeiros, sendo o segundo do distrito. Os dados são da Direção-Geral das Autarquias Locais e referem-se ao 2.º trimestre de 2014.
Do distrito de Santarém, além de Tomar (16.º), estão os municípios do Cartaxo (14.º), Santarém (37.º), Golegã (58.º) e Sardoal (61.º).
A 30 de junho deste ano o município de Tomar demorava, em média, 426 dias (mais de 14 meses) a pagar aos fornecedores. Mesmo assim, já melhorou ligeiramente em relação a 31 de março, altura em que demorava 490 dias a pagar (mais de 16 meses).
Nos termos da alínea b) do n.º 20 da Resolução do Conselho de Ministros n.º 34/2008, de 22 de Fevereiro, compete à Direcção-Geral das Autarquias Locais publicar na sua página eletrónica na Internet, até ao final do mês de setembro, a lista dos municípios que tenham registado um prazo médio de pagamentos (PMP) superior a 90 dias no final do 2.º trimestre do ano.
Conforme se explica no site, a fórmula de cálculo do PMP consubstanciou-se no indicador definido nos termos do n.º 4 do Despacho n.º 9870/2009 do Gabinete do Ministro das Finanças e da Administração Pública, publicado a 13 de Abril, no DR n.º 71, 2ª série Parte C.
Os dados utilizados foram retirados da aplicação informática SIIAL em 29 de setembro de 2014, de acordo com a informação reportada pelos municípios.

PMP dos Municípios Portugueses registado no final de 2.º trimestre de 2014

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

PS conquistou a Câmara de Tomar há um ano

As eleições autárquicas que ditaram a vitória do PS na Câmara de Tomar realizaram-se há precisamente um ano (29 de setembro).
Com uma diferença mínima de cerca de 300 votos, o PS voltou a conquistar a Câmara Municipal de Tomar após 16 anos de governação do PSD.
Sem maioria, o PS coligou-se com a CDU que também já não elegia um vereador há vários mandatos.
Após a tomada de posse a 17 de outubro de 2013, vários casos marcaram a atual governação na autarquia nabantina: o “buraco financeiro escondido” superior a 3 milhões de euros que afinal estava nas contas, a anunciada inauguração das obras do mercado para 25 de abril de 2014 que não chegou a acontecer, a nomeação de Luís Ferreira (companheiro da presidente Anabela Freitas) para chefe de gabinete, a tolerância de ponto aos funcionários um dia por mês, a prometida solução para o acampamento cigano do Flecheiro que até agora foi concretizada, a nomeação “ilegal” do chefe de divisão financeira, entre outros.
Um ano depois, é tempo de balanço. Diga-nos a sua opinião sobre o primeiro ano de mandato deste Executivo Camarário de Tomar liderado pela coligação PS/CDU. Escreva-nos para tomarmarede@gmail.com ou comente no blogue http://tomarnarede.blogspot.pt ou no facebook em https://www.facebook.com/tomarnarede



Primárias no PS: vitória folgada de António Costa também no distrito de Santarém

O novo líder do PS e candidato a primeiro-ministro venceu também folgadamente as eleições primárias no distrito de Santarém. António Costa recolheu 3599 votos (71,68%) enquanto António José Seguro ficou-se pelos 1385 votos (27,58%).
Dos 6457 inscritos nestas eleições internas, votaram 5.021 nas várias secções do distrito.
No site oficial desta ato eleitoral (https://www.psprimarias2014.pt) não são divulgados os resultados por secção, apenas por distrito. Também no blogue do PS Tomar (http://pstomar.blogspot.pt/) não foram divulgados resultados.

Costa venceu as eleições primárias com 67,9%

Estrutura partidária do PS Tomar saiu derrotada

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Carta Aberta à Presidente da Câmara Municipal de Tomar

Tomar com rumo









António Lourenço dos Santos*

A presente carta resulta de um dever de cidadania e de um imperativo de consciência, e não reveste objectivos políticos ou partidários. É assim porque queremos dar expressão à apreensão que há em Tomar com a inércia que há anos asfixia a nossa terra, as nossas gentes e as nossas actividades, e corrói a esperança num futuro consentâneo.
A Senhora Presidente venceu há 1 ano as eleições apresentando um programa eleitoral a anunciar Mudança, e propondo soluções simples e expeditas para problemas complexos. Admitimos nessa ocasião que a alternância política na governação da Câmara poderia ser uma oportunidade para estancar a decadência económica e social do Concelho, e para encontrar alternativas de futuro. E até visionámos uma câmara municipal inovadora, modernizada, a actuar como motor da prometida mudança.
Houve entretanto o benefício da dúvida, porque se sabia da existência de uma situação financeira difícil. Mas sabemos também que o dinheiro, se resolve muita coisa, não resolve tudo. Aliás, nem sequer é necessário para resolver as questões que aqui apresento.
Já passou um quarto do tempo que havia para aplicar o tal programa e cumprir os compromissos eleitorais. E que se passa?
Abundam as hesitações e as indefinições na gestão das coisas e das causas públicas. A Câmara parece em estado apático e ainda sem sentido de acção. As nossas expectativas foram defraudadas.
Na realidade, ao fim deste ano, que mudou em Tomar? Não nos referimos a casos que deveriam ter tido respostas prontas e capazes, como a operacionalidade do maltratado mercado municipal, a cura da chaga do Flecheiro, a organização do abandonado ordenamento urbano ou as urgências de cada Freguesia.
Referimo-nos, isso sim, ao apronto das ideias e dos instrumentos que podem ajudar a resolver e a ultrapassar os bloqueios que nos impõem decadência e que impedem o nosso desenvolvimento.
Também nos referimos ao silêncio em temas tão nucleares para preparar o nosso futuro colectivo como: 1) que Cidade temos, e que Cidade queremos e podemos ter; 2) que Concelho somos, e que Concelho queremos e podemos ter; 3) quais são as nossas fraquezas, quais são as nossas forças e que oportunidades existem para aproveitar?

É elucidativo saber que há câmaras precavidas que encontraram respostas a estas interrogações já há muitos meses. Perante a chegada da nova geração dos fundos estruturais (Portugal 2020), já existem muitos concelhos que sabem o que querem e por onde ir. Em vários, salientamos, após consultas à população e discussões públicas para reunir consensos. E em Tomar?
Senhora Presidente,
Passou 1 ano, não houve alteração (nem sinais) da situação de indefinição e retrocesso em que vivemos há anos.
Entendemos que é sua responsabilidade de cidadania a mudança urgente deste estado de coisas. Passou tempo bastante para fazer diagnósticos, para conhecer os problemas a resolver e para avaliar as respectivas soluções. É agora tempo para discutir e concluir quais são e como valorizar as oportunidades que existem efectivamente para inverter os sinais negativos do nosso percurso recente.
Conhece certamente a importância que o Programa “Portugal 2020” vai ter na modernização e no desenvolvimento das cidades e no reforço da coesão dos territórios; conhece certamente os eixos temáticos que orientam o Programa, e os seus princípios de aplicação; conhecerá também posicionamentos para Tomar nesse contexto, sendo quase consensuais os activos e as especificidades que temos para criar valor e riqueza, para promover actividade e criar emprego.
Que falta então para divulgar os objectivos a visar e os rumos a seguir?
A Senhora quis ser candidata ao cargo que desempenha. Estava certamente consciente da sua responsabilidade principal, de promover novas e melhores condições para viver e trabalhar em Tomar. Conhecia nalguma medida as oportunidades que existem para levar a cabo essa missão. E se por alguma razão não conhecia, já passou tempo suficiente para conhecer.
Precisamos agora de saber quais são os objectivos para o Concelho, e que sejam disponibilizados os programas e as referências operacionais para acolher iniciativas empresariais e outras, inovadoras e consequentes. Ora, só a câmara municipal no exercício das suas atribuições e responsabilidades, pode definir, consensualizar e apresentar esses programas e essas referências.
Impõe-se que haja respostas concretas a questões concretas como as que aqui são formuladas. Não duvido que a Senhora Presidente também as considere decisivas, e urgentes.    

Detemos uma herança histórica, patrimonial e cultural imensa, que inclui os activos que nos foram nela legados e outros que foi possível realizar entretanto. Teremos recursos para a sua desejada valorização se a Câmara cumprir devidamente a sua Missão e as suas Responsabilidades neste capitulo tão decisivo.
É imprescindível que a Câmara Municipal saiba e divulgue como vamos atrair os fundos estruturais, mediante a coerência territorial das abordagens e o acerto da lógica das opções funcionais. Tenhamos para isso presente a indispensável cooperação entre todos os protagonistas do processo, públicos e privados; não esqueçamos a indispensável orientação do investimento para actividades produtoras de bens transaccionáveis; e consideremos a incontornável valorização inteligente das nossas especificidades.        
Não ignora a Senhora Presidente que a competição entre municípios ou os seus agrupamentos para o acesso aos fundos estruturais será aguda, tal como não pode ignorar que há muitos que já nos levam avanço preocupante nessa competição.
É por tudo isto que surgem o nosso imperativo de consciência e o nosso dever de cidadania. É momento de alerta perante o aparente imobilismo neste campo tão decisivo. Vamos confiar na capacidade da Câmara para intervir nas sedes e processos onde tem que intervir, de modo a que o atraso e a indefinição sejam rapidamente vencidos.      
Já se faz tarde. Não admitimos sequer a possibilidade de recordar daqui a alguns anos, 3 ou 30, o que seria um tremendo, inadmissível e indesculpável falhanço da nossa câmara municipal e da sua Presidente. Poderíamos concluir, se assim fosse, que a candidatura de V. Ex.ª não resultou de uma vontade genuína e consciente, mas sim de um impulso movido por ambições diferentes do interesse público da nossa terra.  
Expressamos finalmente nossa convicção que Tomar pode assumir devidamente os Valores e os Princípios que sempre pautaram a sua História. Assim o possa incluir a Senhora Presidente.
*Economista

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Autarcas visitaram Resitejo e adegas

No sábado, dia 13, o autocarro da Câmara de Tomar levou cerca de 30 eleitos da Assembleia Municipal em visita à central de tratamento de lixo da Resitejo na Chamusca e a dois produtores de vinho do concelho de Tomar.
Através de uma visita guiada os autarcas ficaram a conhecer em pormenor como se processa a recolha, triagem e reciclagem dos resíduos urbanos na Resitejo.
No mesmo dia visitaram as instalações dos produtores de vinho Solar dos Loendros e Casal das Freiras, no Marmeleiro, numa altura em que está a ser feita a vindima e produção de vinho.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Quando os ciganos de Tomar foram notícia no “24 Horas”

“A dura luta dos ciganos (e o medo dos que vivem perto deles)”, “Violência e discriminação étnica no dia-a-dia de Tomar” eram os títulos de uma reportagem que o extinto jornal “24 Horas” publicou no dia 6 de setembro de 2004, ou seja, há cerca de 10 anos.
O jornalista Guilherme Sherman de Macedo (de Tomar) escreveu a abrir a reportagem: “É uma história com 30 anos. A comunidade cigana de Tomar vive sem condições em barracas, onde não há luz, água ou esgotos. A população local diz que os ciganos são violentos e que a polícia não consegue ter mão neles. A autarquia promete acabar com o problema até final de 2005.”
Outros destaques da reportagem eram: Polícias agredidos, Cronologia do problema, Câmara diz que tem solução.
Dez anos depois, o problema do Flecheiro e do realojamento da comunidade cigana mantém-se.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

PSD propõe apoio ao arrendamento de habitação para jovens

Por proposta dos vereadores do PSD, a Câmara de Tomar aprovou elaborar “um Programa Municipal de Apoio, abrangente, direto e eficaz, ao Arrendamento de Habitação para jovens” na zona histórica da cidade.
Os proponentes, João Tenreiro e Luisa Oliveira, entendem que “deveria ser uma das prioridades, para a Camara Municipal de Tomar, fixar e atrair população jovem, em particular na zona do seu centro histórico” porque tal iria contribuir para “a revitalização da cidade, das suas infraestruturas e serviços, bem como dos imóveis e tornaria a cidade apelativa e dotada de uma nova dinâmica”.
A proposta aprovada baixou aos serviços “para analisar a forma de operacionalização da mesma”.