segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Bruno Graça (CDU) demarca-se da gestão socialista da câmara de Tomar

Durante a tertúlia sobre “estratégias para o desenvolvimento económico de Tomar” que a CDU promoveu na sexta feira na pastelaria Legenda Medieval, o vereador Bruno Graça fez questão de se demarcar a gestão socialista da câmara tecendo algumas críticas e apontando vários aspetos em que PS e CDU divergem.

Perante dezena e meia de pessoas, o vereador comunista defendeu que a câmara deveria apontar como prioritário o desenvolvimento económico do concelho e não a habitação, setor que a gestão socialista tem privilegiado através do realojamento da comunidade cigana. Este é um dos principais aspetos em que PS e CDU divergem apesar de partilharem o poder na autarquia nabantina.
Bruno Graça vai mais longe e chega a dizer que “não existe coligação” na câmara de Tomar porque “os projetos são diferentes”.
Captar habitantes e fixar população sobretudo jovens só se consegue através de estratégias de desenvolvimento económico, defende a CDU.
O autarca teceu críticas ao denominado Gabinete de Desenvolvimento Económico, que funciona na casa dos Cubos com alguns técnicos e um funcionário administrativo, modelo passivo com o qual não concorda. Defende sim uma estrutura proactiva, desburocratizada, que atraia e cative os investidores.
Noutro ponto, Bruno Graça criticou a câmara afirmando que esta nada fez para o aumento do turismo em Tomar. Na sua opinião, o aumento do número de turistas é um fenómeno a nível nacional com o qual Tomar também ganhou como consequência natural.
Lamentou ainda não haver um percurso pedonal ao longo das margens da albufeira de Castelo do Bode.

6 comentários:

  1. Here we go again
    (Cá vamos nós outra vez)

    Já se esperava. Faz parte do ciclo. É mesmo a lógica das coisas.
    Esteve o mais que pode. Nunca se saberá se verdadeiramente engoliu algum sapo. Esteve e suportou a geringonça local. Agora, com eleições no horizonte, há que mostrar “autonomia” demarcar-se daquilo a que todos agora vão dar pontapés e cuspir, numa tentativa de lavar a cara, de mostrar projecto próprio. Mete dó.
    Supostamente “de esquerda” esta agremiação quase unipessoal, faz o que pode para desempenhar uma política autárquica “de direita” – aquela que conseguem entender - a ver se fica bem na fotografia.
    E vai de iniciar as “hostilidades” com conferências de imprensa e debates públicos. Da última vez foi na “Casa das Ratas”, uns encontros sobre coisas culturais. Até lá foi gente. Ainda houve quem pensasse que aquilo fazia a diferença. Que ali estava uma prática que, a continuar com autenticidade, abriria horizontes à comunidade. Viu-se! Alcançada a vereação mais ou menos geringonçada, nem cultura nem ratas.
    Agora, mesmo nos limites, tudo se demarca daquilo. Primeiro foi aquele técnico muito competentezinho que veio lá de Abrantes.
    Já de seguida é o PC. Depois de muito “trabalho”, “competência” e mais sei lá o quê, demarcam-se na tentativa de, com o tempo que sobra, branquear a coisa. E a coisa é muito simples: estar no poder, fazer tudo para lá estar.
    Na condição de comunista, considerando que seria o mais vocacionado para defender os trabalhadores, o que é que – concreta e objectivamente - fez? Nada!
    Por intermédio da geringonça nacional – e não digam que não é da vossa jurisdição – colocaram no centro e emprego e no centro de formação comissários políticos que branquearam toda a actuação da Lurdes Ferromau do PPD. Nunca os desempregados foram tão perseguidos!~
    Isto é mesmo uma terra pequenina. Pequenina de tamanho e pequenina e vistas e horizontes. Faz a gora anos que é cidade. Mas está cada vez mais próxima da aldeia que nunca deixou de ser.

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  2. Coitadito a falar para dez pessoas. Ainda não percebeu que não chega andar muito na rua para cima e para baixo para parecer que trabalha. É o maior bluff deste executivo, com vistas curtas, ideias pequenas, falta de mundo...enfim, tudo condizente com a sua dimensão fisica.

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  3. Espero que tenham ao menos bebido uma imperiais para ajudar a pagar a conta da luz.

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  4. Um bom exemplo da tacanhez do “debate” público em Tomar é o post anterior (o de 13 às 19:08 e o de 14 às 9:41).
    Está por fazer a história do PC nesta terrinha. O mesmo se passa com o PS e o PPd – PSD. Uma história em que se evidenciasse o que todos sabemos: que as estruturas partidárias, coisa que chega mesmo ao BE, sempre funcionaram de modo a reproduzir, adaptando, as estruturas mais tradicionais de desigualdade e injustiça social.
    No caso dos partidos de esquerda a coisa é mesmo mais grave. Porque, supostamente, são agremiações com um referencial ideológico que as responsabilizaria por esse mesmo combate à injustiça histórica e endémica.
    É nesse sentido que o “ataque” ao PC se justifica mais. (O BE não passam de uns betinhos, presunçosos com os poucos livros que leram, a querer mudar o mundo que não conseguem perceber).
    A dignidade do PC, apesar de culturalmente pobreta e anquilosado, é a do velho caduco que ancorado no prestígio que julgou ter no passado, continua teimosa e rotineiramente – quais beatas velhas – a reproduzir uma ladainha velha e já imperceptível.
    Mas há nobreza naquilo. São gente, quero crer, que se dedica – mal – a uma causa pública e que julgam justa.
    Mas a tacanhez do debate reporta-se, agora, à generalidade dos comentadores cuja profundidade de análise não consegue ir mais além do insulto e ataque pessoal.
    Isso só dignifica mais o PC. Mas isso é também expressão e factor do empobrecimento cultural desta terrinha.

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  5. Interessante não ter publicado o meu comentário da manhã, se já poucas dúvidas tinha, agora é claro, aqui combate-se a esquerda!!!

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  6. Calma aí e preste bem atenção.
    (sou o anónimo dos maiores posts)
    Não combato a esquerda, nem a direita. Mas sou - e muito, e sem cedências mesmo milimétricas – defensor de coisas e causas – diga lá agora você – se são de direita ou de esquerda: a dignidade das pessoas todas. Incomoda-me particularmente a injustiça que é endémica à nossa cultura e ao nosso sistema político.
    Seria pois conveniente que o PC (e todos os outros, já agora) dissesse, concretamente, quais são os seu valores e objectivos. É que eu – nem ninguém – consigo aferir se aquilo que acham que fizeram de bem é “de esquerda” ou de quê?
    O que vocês acham é que são “de esquerda”. E portanto, o que fazem é “de esquerda”. E portanto, como não se ataca “a esquerda”, vocês estão a salvo de referências negativas por parte dos “de esquerda”. E mais – como é a lógica do PS e da geringonça – como se deve atacar “a direita” e impedir que ela governa, faz-se o possível e o impossível (as maiores imoralidades políticas) para por “a esquerda” a governar em vez da “direita”, esmiufrando mais – muito mais – o povo português (vulgo contribuinte) do que “a direita” se preparava para fazer.
    Em vez da camisola que acham que têm vestida, que aliás está muito desbotada, não seria melhor tentarem ver o sentido do que estão a fazer?
    É isto “a esquerda”…

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