quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Dez anos de lombas em Tomar. Há razões para comemorar?

Foi há 10 anos que a zona urbana de Tomar foi “invadida” por mais de uma centena de lombas / passadeiras, uma polémica obra do presidente da Câmara António Paiva.
De uma assentada a Câmara mandou construir 114 novas passadeiras de três tipos: elevadas em calçada (29), em calçada ao nível do pavimento (59) e pintadas (26), empreitada que na altura custou cerca de 390 mil euros.
Eram poucas as opiniões favoráveis sobretudo em relação à exagerada altura de algumas lombas. Em alguns casos a Câmara 'deu a mão à palmatória' e rebaixou as lombas.
Surpreendidos com o novo obstáculo alguns automobilistas sentiram na carteira as consequências das famigeradas lombas. É que aumentaram os problemas mecânicos nos automóveis sobretudo ao nível da suspensão. Houve pais que se queixaram por os seus bebés acordarem quando passavam por uma lomba, os doentes que seguiam em macas nas ambulâncias queixavam-se de dores insuportáveis ao transpor as lombas. Os amantes do tuning, que investem no rebaixamento dos seus automóveis, continuam a não poder circular em algumas ruas da cidade. Os carros cujo para-choque dianteiro é baixo e alongado, não conseguem transpor certas passadeiras mais altas.
As marcas dos choques das viaturas no pavimento são bem visíveis junto a algumas passadeiras elevadas, onde faltam pedaços de asfalto e há marcas de óleo.
Depois de passarem as lombas, alguns carros batem com a parte da frente ou com o cárter no pavimento. Os resultados são para-choques ou cárteres partidos ou até mesmo a direção da viatura afetada.
Apesar de não haver qualquer estudo sobre os efeitos das lombas em Tomar, foi notório um aumento da atividade nas oficinas mecânicas.
Mas nem tudo é mau. Para quem circula em cadeira de rodas ou com carrinhos de bebés, as lombas vieram resolver o problema das acessibilidades.
Passados 10 anos, os automobilistas, apesar de irritados pelo incómodo na condução, já se habituaram às lombas que vieram para ficar.

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