sábado, 3 de junho de 2017

Reportagem do “Sexta às 9” denuncia “destruição” e burlas no Convento de Cristo

Demolidora é como se pode considerar a reportagem sobre o Convento de Cristo que o programa Sexta às 9, da RTP1, emitiu nesta sexta feira, dia 2.

Apesar de algum empolamento e erros na identificação dos entrevistados, a reportagem denuncia a “destruição” que as filmagens da película “O Homem que matou D. Quixote” provocou no monumento. Durante três semanas, entre abril e maio, vários espaços do Convento foram alugados para as filmagens.
Durante esse tempo registaram-se diversos danos confirmados pela própria Direção Geral do Património: algumas pedras e telhas partidas e árvores arrancadas. Por avaliar está o impacto de uma fogueira com cerca de 20 metros de altura que foi feita no Claustro da Hospedaria.
Devido às filmagens, alguns espaços do Convento estavam interditos a visitas o que provocou sete reclamações de turistas.
Na reportagem refere-se também um esquema de eventual burla ao Estado que há décadas parece ser prática normal na bilheteira do monumento. Funcionários que vendem os bilhetes são acusados de desvio de dinheiro, isto de apesar de haver duas câmaras de videovigilância no local.
Outro aspeto referido na reportagem tem a ver com o clima de medo que se vive no Convento. Dois funcionários prestaram declarações mas sob anonimato e com a voz distorcida.
Luís Maria Graça, antigo diretor do Convento, critica e lamenta o impacto que as filmagens tiveram. Carlos Carvalheiro, do Fatias de Cá, também critica as filmagens e a autorização que foi dada à produtora mas que é negada ao seu grupo de teatro.
A diretora do Convento, Andreia Galvão, que se recusou a prestar declarações (respondeu por email às perguntas), é o principal alvo das críticas.
Põe-se em causa a gestão do monumento que parece estar sem controlo. Aponta-se ausências de funcionários sem qualquer justificação, não cumprimento de horários, etc.
A própria diretora é acusada de utilizar funcionários, durante o seu horário normal, para serviços pessoais.
Entretanto já circula na internet uma petição para demissão da diretora Andreia Galvão.

A reportagem pode ser vista aqui ou aqui.

9 comentários:

  1. E que a diretora esclareça a estoria, os dinheiros e os compadrios da concessão da cafetaria.

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    1. Concessão de qual cafetaria a interior ou a exterior porque são duas

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  2. Para eventual elucidação daqueles serventuários que aproveitam o anonimato para defender quem lhes garante proveitos a que não têm direito, passo a relatar um episódio que considero significativo.
    O meu querido amigo Luís Pedrosa Graça, ex-director do Convento de Cristo e ex-professor da Universidade Católica e da Academia Militar, teve a amabilidade de me convidar para apresentar o seu roteiro do Convento de Cristo, em 2016. A cerimónia teve lugar no Moinho velho, ao lado da ex-moagem, no Complexo da Levada, com a presença na mesa da senhora presidente da Câmara e da senhora directora do Convento.
    Durante a minha intervenção, teci duras críticas à gestão daquele monumento. Referi nomeadamente a entrada indigna e o facto de não haver áudio-guias.
    A senhora directora logicamente não gostou e respondeu com arrogância que eu estava enganado, pois havia áudio-guias sim senhor.
    Alguns dias mais tarde, fui até ao Convento e conversei com quem lá trabalha. Disseram-me que "Lá haver áudio-guias, há. Mas estão indisponíveis porque avariados há muito tempo."
    É esta senhora que continua a ocupar o lugar de gestora do Convento e a quem sugiro com o devido respeito que, antes de ir descansar, de preferência para longe daqui, peça ao seu médico assistente para lhe passar uma receita de Baclofene, enquanto ainda é tempo. Não pelos seus efeitos na esclerose em placas, mas pelo descrito aqui em francês:http://www.capital.fr/economie-politique/des-medicaments-encore-plus-efficaces-contre-l-alcoolisme-bientot-en-pharmacie-1064454

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    1. repercussão e não repercução

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  3. Não venham dizer que a Câmara não sabia de nada porque não é verdade. Aliás, a foto da grande fogueira era do conhecimento geral e a Câmara não foi capaz de se prenunciar ou pedir responsabilidades sabendo perfeitamente que a DGPC é extremamente exigente com o património cultural.

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    1. Isto é pessoas sem conhecimento, se não sabe o Património é gerido e da responsabilidade da DGPC , a Camara não tem responsabilidades, so o fazem por estamos em eleições, mas se tem duvidas e pra seu futuro seja mais esperto e não entre em politices, informe-se primeiro e saiba 1º. antes de afirmar.

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  4. Sempre estranhei a Câmara insistir na gestão partilhada mas agora tudo faz sentido... Quer partilhar os "lucros"... Uma vergonha!

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  5. Tarde piaste mocho, tarde piaste... entre Abril e Maio (período em que o Convento foi vandalizado, de acordo com a reportagem), onde é que estavam os intervenientes ouvidos pela RTP? De férias?... entretidos com a política local?... e que dizer daquele delator (cheio de medo mas ainda sem "prémio") que diz que a bilhética está sem controlo desde "há mais de 30 anos"? Ah! sim?!... mas então um dos acusadores (ex-director com o nome trocado na reportagem) também foi conivente... mai-los outros que se seguiram... então porquê a petição para destituír só a actual directora? Para terminar, o Tomar na Rede só se entretém com os putativos candidatos às autarquias?...
    Parece-me que o José Gaio sabia mais em Genebra...

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  6. Rua com a Diretora, não tem perfil para o cargo que ocupa! Mas ela é apadrinhada pela DGPC a aparam-lhe os golpes. Foi assim que ganhou o concurso à anterior Diretora Dr.ª Ana Dias, essa sim uma pessoa verdadeiramente defensora do património e à altura do cargo e do monumento! Uma vergonha!

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