segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Coletividade mais antiga de Tomar comemora 148 anos

O Club Thomarense, situado na Corredoura em Tomar, comemora nesta segunda feira, dia 23, 148 anos de história sendo a coletividade mais antiga do concelho.
Fundada a 23 de janeiro de 1869, a coletividade atualmente não tem atividade regular. A sua sede é utilizada pontualmente para atividades culturais como exposições, lançamento de livros, aulas de dança, etc.
Ao Club Thomarense e à sua presidente, Alda Faria, damos muitos parabéns.

10 comentários:

  1. Aquela colectividade, aquela gente, são como a zona histórica: um monte de ruínas e telhados caídos, escondidos com fotografias da festa dos tabuleiros em que o povo se mostra very tipical.
    Quem vive e viveu nesta terra, quem conheça um pouco da sua história, sabe bem que esta colectividade é um distinto símbolo do elitismo e da desigualdade social. Ali só entravam “fachos”; meninos e meninas “bem” tão oquinhos quanto inúteis.
    O que está a acontecer a Tomar é produto da cultura daquela colectividade e das gentes associadas.

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  2. Não é bem assim como o senhor diz!
    Efectivamente o clube é de uma época aristocrática e claro que teve de tudo, esses betinhos que se refere fazem a sua história dos últimos 40 50 anos mas acredito que para traz tenha sido notável

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  3. Em vez de andarem às guerras e os tempos são outros, que tal procurar antes divulgar, a bem, o recinto e aproveitar para chamar turistas. Que tal dar todo o tipo de concertos e actividades culturais, com gente de dentro e de fora? Não será melhor? Caguem nos betinhos, nos punks, nos freaks, nos diferenciados sexuais, religiosos, e dêem as mãos! somos todos tomarenses, carago!

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  4. Como é que não é bem assim?
    Aquele mundo era um mundo de uma profunda desigualdade social. O que refere como “época aristocrática”, que vem do fundo dos tempos e encaixou que nem uma luva no salazarismo, era um mundo de exclusão social da grande maioria da população.
    As ruínas daquele clube – aristocrático, como diz – vão sendo restos arqueológicos de instituições de auto-elogio e construção da identidade de grupos sociais cujo estatuto assentava e dependia tanto da protecção “superior” como da demarcação (exclusão e exploração) do então chamado povo.
    Não vale a pena comparar com o passado – que era bem pior – nem com o presente, em que as roupagens são outras. O que é facto é que não era a competência, a inteligência ou a capacidade que decidia o lugar de cada um no mundo. Era o nascimento. Ou, na melhor das hipóteses, o ter ou não entrada no Clube THomarense (com “H”). O que vai dar ao mesmo.
    Vai fazendo parte da história, porque o tempo não pára. Mas questão é a de saber com que letra e com que cores é que essa história vai sendo escrita. Não vale a pena armarem-se em protagonistas inócuos, como se fossem figurantes reluzentes de épocas glórias e aristocráticas.
    Porque o que é facto, aquilo que verdadeiramente conta, é saber-se que a cultura daquele mundo, a causa do atraso e subdesenvolvimento dos portugueses e dos tomarenses (mesmo os do “H”) ainda está viva. E puxar o lustro a estas peças antigas, vendo nelas só “peças de época aristocrática” é não ver que elas mantêm vivo o gérmen de uma cultura má que ainda infecta a nossa sociedade.

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  5. Os do seu calibre conhecemos todos bem. Parasitas bem falantes, da esquerda caviar cá do burgo, inúteis para o desempenho de toda e qualquer tarefa laboral, passam as tardes e as noites nas bebedeiras intelectualmente desenvoltas pelos café do mesmo estilo.

    Borregos subdesenvolvidos com a mania que são espertos. De chorar a rir o intelectualismo saloio destes R&R...

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  6. Uma das manifestações desta cultura pacóvia está demonstrada num comentário anterior.
    Funciona assim: quando não se percebe de que é que o outro está a falar, ou quando se percebe que não é o nosso mundo, não se entra no debate, mas questiona-se o próprio debate.
    Aquele comentador procurou vislumbrar uma fresta de conflitualidade. E vai daí dá uma de pacifista, de empreendedor, de quem quer é que as coisas “andem prá frente”. Esta gente só é capaz, só entente, expressões de aclamação ou de “porrada”. Divergentes interpretações são, para eles, “andar às guerras”.
    Abordar questões culturais, questionar a própria história, são questões menores. O importante é “chamar turistas”:
    - Óh turistas! Vinde cá! Temos aqui “todo o tipo de concertos e actividades culturais”. Podemos não perceber de que tratam, mas temos aqui “todo o tipo”, é só escolher. Cagamos no religiosos e nos punks e nos betinhos, e damos as mãos que somos tomarenses, carago.
    Esta gente é vendedora de pechisbeque. Vende santinhos sem acreditar em Deus. Quer fazer marketing de cultura e pensam desta maneira.
    Nesse aspecto, aquele mundo do tal clube Thomarense era muito mais autêntico.

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  7. É muito interessante, porque significativo e representativo o teor do “debate” dominante em Tomar.
    Estas pessoas lembram os cãezitos que ladram barulhentamente de assustados. Parecem ferozes, mas têm medo.
    No caso concreto veja-se o chorrido de supostos insultos que foram disparados. Refiro-me ao das 14:48.
    É pena. E tudo só porque não percebem.
    Isto é o caldo de cultura Tomarense.

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  8. Aquele anónimo, armado em intelectualóide, de 24 de Janeiro às 17h 15h, é daqueles de mentalidade fechada e atrasada. Turistas ou investidores, não é com ele. Representa pois a inércia e insensatez que são imagem de marca da vetustez desta urbe que, a pouco e pouco, vai perdendo o interesse. Em Lisboa é corrente perguntar-se, o que é Tomar. Fique aí senhor anónimo bem, inerte e sem ideias, fique sentado no seu sofá a mirar o pechisbeque dos outros, e a rezar sem pensar em Deus. O seu Deus sei eu, é de estar sentado na sanita a pensar ideias de m...nesse mundo pseudoautentico em que vivia esse tal clube.

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  9. Vale a pena ponderar
    Uma das características desta cultura mediterrânica, de matriz romano-católica, é precisamente o pessoalismo.
    As pessoas têm uma enorme dificuldade em pensar abstracto. Não conseguem diferenciar as pessoas dos actos ou das opiniões.
    Essa limitação leva a que qualquer divergência seja entendida como um insulto ou agressão. Como disse num post anterior, só entendem aclamação ou porrada. As coisas reduzem-se a afectos.
    Isto, para além de incultura e boçalidade, corresponde também a um estádio se subdesenvolvimento psicológico. As pessoas assim têm as competências psicológicas relacionadas com a alteridade deformadas ou, no mínimo, inadequadas a uma vida social mais desenvolvida.
    Esta incapacidade (porque sendo adultos já não acredito que mudem) revela-se em coisas como: falta de sentido de humor, incapacidade de ironia, limitação intelectual. Depois, ao pessoalizar o que até já não seria do foro pessoal, assumem como ofensa o que era somente uma alegoria uma metáfora ou um argumento.
    Quando assumem assim, passam a interagir naqueles precisos termos. Esquecem o que foi dito, a valia, a justeza ou veracidade do argumento e passam para a agressão à pessoa, tal como a idealizam. É obvio que aqui expressam mais a sua capacidade do que a verdade das coisas. Não importa. Porque eles também não se importam de descer tão baixo quanto for preciso na conspurcação do debate.
    É pena. E por dois motivos
    Primeiro, porque aquilo que poderia ser um espaço de leitura curiosa e minimamente construtiva torna-se algo a evitar.
    Depois – e provavelmente é mesmo isto que querem – reduz o campo do “debate” aos interlocutores broncos e boçais.
    Não espanta que em Lisboa façam essas perguntas.

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