O mais importante documento da Câmara de Tomar, disponível no site oficial, traça um retrato negro do concelho de Tomar.
Segundo as “grandes opções do plano e orçamento para 2015”, Tomar tem uma das taxas de envelhecimento mais elevadas do País e uma taxa bruta de natalidade (5,5), das mais baixas do País. Os dados são de 2013 mas não estarão longe da realidade atual.
Nos relatórios sobre Qualidade de Vida nos Municípios Portugueses, de 2007, em 278 Concelhos, Tomar estava na 99.ª posição. Em 2009, desceu para a posição 130.ª. No ano de 2012, desceu ainda mais para a posição 206.ª, num total de 308 concelhos.
No referido documento refere-se ainda que Tomar revela “uma crescente incapacidade de captação de fluxos migratórios” e um “intenso processo de envelhecimento populacional”.
Quanto ao problema do desemprego, entre os 21 concelhos do distrito de Santarém, Tomar continua a ser o terceiro com maior número de desempregados.
Transcrevemos trechos do documento onde se faz um diagnóstico negativa da atual situação do concelho de Tomar:
“(…) Desde logo ganham relevo a evolução negativa dos indicadores demográficos, que levaram a que Tomar tenha na última década e meia atingido uma das taxas de envelhecimento mais elevadas do País (211,6 em 2013), só suplantado pelos Concelhos de Portel, Aljustrel, Ansião, Abrantes e Fronteira. Também a considerar o saldo migratório anual, onde em 2013 o Concelho de Tomar foi também o sexto pior do País, com a perda de 265 habitantes, só suplantado pelos Concelhos de Vila Real, Póvoa do Varzim, Abrantes, Albufeira e Viseu. Não é ainda descabido podermos olhar para a Taxa bruta de natalidade (5,5), que foi em 2013 das mais baixas do País (com a média de 7,9), inferior à da região centro (média de 6,9) e mesmo em relação à sub-região do Médio Tejo (média de 6,6).
No Distrito de Santarém, só mesmo Mação (3,6), Sardoal (3,9), Ferreira do Zêzere (5,0) e Chamusca (5,5), têm taxas de natalidade brutas iguais ou inferiores.
O Médio Tejo, onde se insere o Concelho de Tomar, está entre as 13 NUTS III do país com maior decréscimo populacional no período intercensitário (-2,4%) enquanto o Pinhal Interior Sul é a terceira região do país com maior perda populacional (-9,1%) e a região onde se verificam as maiores incapacidades de reposição da população pela via natural (-11,6%). Embora se apresentem como territórios atrativos (2001-2010), com exceção de Abrantes, Tomar, Vila Nova da Barquinha, revelam uma crescente incapacidade de captação de fluxos migratórios. A agravar a problemática demográfica vivenciada por estas regiões, está o intenso processo de envelhecimento populacional verificado entre 2001-2011, traduzido no aumento dos índices de dependência de idosos e no estreitamento da representatividade da população jovem e ativa.
Na População residente por Municípios, o Concelho de Tomar perde igualmente população.
É expectável que o agravamento da situação económica e financeira nacional se tenha feito sentir também em Tomar, acentuando o desaparecimento das microempresas e, em consequência, provocando o desaparecimento de postos de trabalho e a redução do pessoal ao serviço. O número de desempregados inscritos nos centros de emprego aponta nesse sentido.
O Desemprego Registado por Concelho — Estatísticas Mensais, do IEFP, de agosto de 2014, apontava para 1 900 desempregados, no Concelho de Tomar. Ou seja, continua a ser o terceiro Concelho do Distrito de Santarém, a seguir a Santarém (2 690) e Abrantes (2 406).
Nos Relatórios sobre Qualidade de Vida nos Municípios Portugueses, de 2007, em 278 Concelhos, encontrava-se na 99.ª posição. No ano de 2009, na posição 130.ª . No ano de 2012, na posição de 206, num total de 308 Concelhos.”
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