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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Câmara contrata agência de comunicação por ajuste direto

A oito meses das eleições autárquicas, a câmara de Tomar fez um contrato por ajuste direto para prestação de serviços de assessoria em comunicação com a empresa MC - Media Consulting Consultores de Imagem e Comunicação, S.A., de Lisboa. Esta contratação tem um custo de 47.232 euros já com IVA incluído.
O contrato (abaixo reproduzido) foi assinado no dia 2 de fevereiro e tem validade de um ano.
Segundo o documento, o objetivo é a “prestação de serviços de assessoria em comunicação e divulgação de conteúdos a nível local e nacional, discriminados e faseados” conforme consta no caderno de encargos.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Afinal rampa não permite acesso ao balcão único

Há ainda dois degraus a impedir que as pessoas com problemas de mobilidade possam ter acesso ao balcão único onde funcionam a maior parte dos serviços municipais em Tomar.
A semana passada a câmara anunciou a melhoria das acessibilidades ao balcão único, mostrou fotografias das rampas na fachada e nas arcadas do edifício mas não referiu nem mostrou que o acesso não está completo. Não existe qualquer rampa nos dois últimos degraus já no interior do edifício, mantendo-se o problema da acessibilidade para quem circula em cadeira de rodas ou para quem tem um carrinho de bebé.
A câmara pretendeu dar a ideia de que o problema do acesso ao balcão único estava resolvido mas faltam dois degraus e para quem anda em cadeira de rodas é o suficiente para não poder transpor o obstáculo.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Escândalo nos SMAS

Várias atas de reuniões da câmara de Tomar e dos SMAS têm a mesma data e a mesma hora, como se as reuniões tivessem ocorrido em simultâneo nos dois órgãos. Ou seja, de acordo com essas atas, as reuniões da câmara e dos SMAS realizaram-se ao mesmo tempo com a presidente Anabela Freitas, Hugo Cristóvão (PS) e Bruno Graça (CDU) a terem o dom da ubiquidade e estarem em simultâneo nas duas reuniões.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Câmara de Tomar reúne nesta segunda feira


Segunda feira  é dia de reunião semanal da câmara de Tomar, A partir das 14.30 horas reúnem no salão nobre os sete elementos do executivo com a seguinte ordem de trabalhos:

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

PSD diz que gestão camarária PS/CDU é “catastrófica”

Na segunda feira, dia 31, foi aprovado na câmara de Tomar o Orçamento e as Grandes Opções do Plano para 2017, com os votos favoráveis da coligação PS/CDU, as abstenções dos vereadores Rui Serrano (PS) e Pedro Marques (Independentes) e os votos contra dos vereadores do PSD, João Tenreiro e António Jorge.
Em comunicado enviado à imprensa o PSD questiona “no que é que este Orçamento contribui para um incremento da atratividade das empresas e para a fixação de pessoas em Tomar?”
E o PSD responde: “em nada! Pois este é um orçamento desprovido de uma estratégia para Tomar, onde a propaganda e a demagogia se tornam nos alicerces desta Governação PS/CDU que é no mínimo, catastrófica”.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

CDU realiza conferência de imprensa

Vereador Bruno Graça (CDU)
A CDU de Tomar vai realizar nesta terça feira, dia 18, uma conferência de imprensa. Será no café Pepe, situado na Praça da Républica, a partir das 18 horas.
Aguarda-se com expectativa esta conferência de imprensa onde poderão ser reveladas algumas novidades sobre a atual coligação da câmara (PS/CDU) e sobre as próximas eleições autárquicas.

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sábado, 15 de outubro de 2016

Reuniões da câmara de Tomar passam a ser semanais

A coligação PS/CDU acatou a proposta aprovada na última reunião da Câmara de Tomar para que as reuniões passassem a ter periodicidade semanal. Até agora e desde o início do mandato eram quinzenais.
A proposta partiu de Pedro Marques, dos Independentes por Tomar, e foi aprovada pela oposição (4-3) com o vereador Rui Serrano (PS) também a votar favoravelmente, o que foi um facto inédito.
Ou seja, votaram contra: Anabela Freitas (PS), Hugo Cristóvão (PS) e Bruno Graça (CDU). E a favor: Pedro Marques (IpT), Rui Serrano (PS), João Tenreiro (PSD) e António Jorge (PSD).
Esta decisão implica uma despesa acrescida para os cofres do município já que todos os vereadores em regime de não permanência (Bruno Graça, Rui Serrano, João Tenreiro, António Jorge e Pedro Marques) têm direito a receber senhas de presença por cada reunião de câmara em que participem.
São cerca de 69 euros para cada um destes autarcas, o que totaliza 345 euros por reunião. Outra despesa semanal é a deslocação do vereador João Tenreiro que tem morada em Lisboa e que vem de propósito às reuniões tendo direito a subsídio de deslocação.
Anabela Freitas e Hugo Cristóvão não têm direito a senha de presença porque estão a tempo inteiro e recebem a sua remuneração mensal como autarcas: Presidente, cerca de 3 mil euros, e vereador 2.442 euros, aproximadamente. A estes valores acresce as despesas de representação.
A próxima e primeira reunião semanal da câmara realiza-se já na segunda feira, dia 17.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Pelouros que eram de Rui Serrano passam para Hugo Cristóvão

Com a renúncia do vereador Rui Serrano (PS) aos pelouros que lhe estavam atribuídos, a presidente da câmara de Tomar teve de fazer nova distribuição de pelouros.
E segundo o despacho 24 de 14 de setembro, as responsabilidades que estavam sob a alçada de Rui Serrano passaram para o vice-presidente Hugo Cristóvão, acumulando com os pelouros que já tinha.
Assim, Hugo Cristóvão tem agora as seguintes competências na autarquia:

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Esta segunda feira há a primeira reunião da câmara sem maioria

Realiza-se nesta segunda feira, 12, a primeira reunião da câmara de Tomar sem maioria. Isto porque o vereador Rui Serrano (PS) renunciou aos pelouros que estavam sob sua responsabilidade e desvinculou-se da maioria PS/CDU, na qual já não se revê.
A gestão da câmara de Tomar fica assim reduzida a Anabela Freitas, Hugo Cristóvão (PS) e Bruno Graça (CDU), ou seja, sem maioria.
Por isso aguarda-se com expectativa a reunião de hoje para se saber quais as tomadas de posição do vereador Rui Serrano.
Trata-se de uma reunião pública, ou seja, em que os cidadãos podem intervir.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Algumas curiosidades sobre a saída de Rui Serrano da maioria PS/CDU

- A presidente da câmara de Tomar, Anabela Freitas, foi de férias hoje, dia 31, poucas horas depois de o vereador Rui Serrano (PS) ter formalizado a rescisão de pelouros.

- É a primeira vez que o vereador Rui Serrano assume publicamente uma posição sobre questões políticas relativas à câmara de Tomar. Desta vez enviou um texto à comunicação social.

- Em janeiro de 2016, quando devolveu os pelouros pela primeira vez, e, dois dias depois, recusou na decisão, não deu qualquer explicação para o sucedido.

- O vereador Rui Serrano tem-se recusado a conceder entrevistas

- É o único eleito da câmara que não tem presença no facebook

- Rui Serrano era vereador em regime de tempo inteiro na câmara de Tomar com os seguintes pelouros: gestão do território (exceção do setor de fiscalização) e projeto TomarHabita.

- Agora sem pelouros, Rui Serrano deverá regressar à sua vida profissional de técnico de desenvolvimento local na TAGUS – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior, que tem sede em Abrantes.

- Rui Miguel dos Santos Serrano nasceu em 1973 e é licenciado em arquitetura pela Universidade Lusíada de Lisboa.

- Antes de ser eleito para a câmara de Tomar, foi vice-presidente da câmara de Abrantes entre 2009 e 2013.

PSD Tomar quer eleições autárquicas antecipadas

O PSD exige eleições autárquicas antecipadas porque entende “não haver condições de governabilidade na Câmara Municipal de Tomar”.
A posição surge na sequência da entrega de pelouros pelo vereador Rui Serrano (PS) que ontem se demarcou da maioria PS/CDU que governa a câmara.
“A falta de credibilidade, responsabilidade e capacidade está hoje à vista de todos, confirmada por Rui Serrano, candidato nº 2 do Partido Socialista à Câmara Municipal de Tomar em 2013”, escreve o PSD em comunicado.
Para o PSD Tomar “esta governação não tem projetos, não tem planos, não adota políticas de apoio à criação de riqueza e incentivos aos nossos empresários que querem investir e criar postos de trabalho em Tomar”.
E perguntam os social-democratas: “como é possível aos tomarenses acreditar na governação municipal PS/CDU, que já tantas vezes demonstrou a sua incapacidade? Como é possível acreditar numa Presidente que se revela incapaz de escutar e trabalhar com os próprios elementos da equipa?”
O comunicado do PSD pode ser lido na íntegra aqui:

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Vereador Rui Serrano “bate com a porta”

"Este, claramente, não é o meu executivo" . É desta forma que o vereador Rui Serrano (PS) se demarca pela segunda vez da gestão PS/CDU na câmara de Tomar. Numa declaração enviada à comunicação social, Rui Serrano informa que devolve os pelouros da sua responsabilidade na autarquia mas mantém-se como vereador até ao fim do mandato.
É uma situação que se repete uma vez que já em janeiro deste ano, o vereador entregou os pelouros mas dois dias depois os ânimos serenaram e a presidente voltou a entregar-lhe responsabilidades.
Oito meses depois, acontece aquilo que parece ser a demarcação definitiva de Rui Serrano em relação ao executivo PS/CDU.
O autarca não abandona a gestão camarária sem deixar duras críticas à presidente Anabela Freitas. Para Rui Serrano não existe “uma agenda comum” nem uma “estratégia de liderança”.
Sem papas na língua, afirma que não reconhece credibilidade a Anabela Freitas para liderar os destinos do concelho de Tomar.
Queixa-se de que foi vítima de um “constante pôr em causa” das suas responsabilidades.
Perante esta “demissão” de Rui Serrano, o executivo passa a ser gerido por uma minoria: dois eleitos do PS (a presidente Anabela Freitas e o vice-presidente Hugo Cristóvão) e um eleito da CDU (Bruno Graça). Isto quando falta pouco mais de um ano para as eleições autárquicas.
Publicamos na íntegra o texto de Rui Serrano:

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Pela boca morre o peixe (parte 2)

E já agora, para que este assunto do Parque de Estacionamento nas traseiras do edifício dos Paços do Concelho seja tratado com um mínimo de decência e verdade, era bom que fosse explicada aos tomarenses os principais contornos deste negócio, não esquecendo o pormenor da autarquia ter ficado na posse dum parque de estacionamento coberto no seio do seu centro histórico, algo considerado fundamental na estratégia do seu desenvolvimento e sustentabilidade conforme rezava o Plano de Salvaguarda do Centro Histórico encomendado por Pedro Marques enquanto autarca eleito pelo partido socialista. Assim sendo, tomando como boa a estratégia definida naquele plano, a concretização da construção do parque de estacionamento por António Paiva só poderá ser criticada na medida do sobrecusto que aquela infraestrutura possa ter tido em resultado das opções seguidas para a sua concretização, tendo presente que quaisquer dúvidas sobre a lisura na tramitação do processo já foram escrutinadas pela Procuradoria-geral da República.
E digo isto porque, porfiando na mais profunda das demagogias, não se ouve ninguém daquela agora ampla esquerda, dos independentes e até dos novos rapazes sociais-democratas a dizer o óbvio, ou seja, Tomar tem no seio do centro histórico um parque estacionamento magnificamente integrado na paisagem urbana que muito serve o desenvolvimento local.
Porquê? Isto não é verdade? Então se é assumam-se e digam-no.
Se anteriores responsáveis autárquicos não seguiram o melhor modelo de gestão para que o centro histórico de Tomar ficasse dotado desse parque de estacionamento coberto advindo daí maiores custos para a infraestrutura, também é verdade que a atual gestão municipal parece ser responsável por deixar arrastar o assunto com custos em juros de fazer corar as pedras da calçada.
Sobre esta e outras questões as anteriores gestões foram julgadas nas urnas e pagaram o preço que os cidadãos entenderam ser justo.
E os atuais responsáveis camarários? Acaso virão a pagar do seu bolso os pesados encargos com juros cobrados por cada ano, mês e dia em resultado do arrastamento na tomada de decisão sobre o assunto de modo a que o povo não lhes cobre essa fatura nas urnas?
Pois é, teremos que aguardar para ver.
                                                                   José da Silva

domingo, 24 de julho de 2016

Pela boca morre o peixe (parte 1)

Este ditado popular não podia ser mais apropriado àquilo que nos vem dizer o porta-voz oficial (?) do partido socialista sobre o "cansativo" negócio do Parque de Estacionamento nas traseiras do edifício dos Paços do Concelho. E digo isto porque parece que estamos em presença de mais uma monumental manobra de propaganda para esconder as ineficiências da gestão municipal em curso!
Aparentemente, a atual gestão ps-cdu deixou este assunto em deficiente marinada para que, do fedor exalado do mesmo, pudesse retirar dividendos políticos. Sim, porque o processo em causa sempre foi cavalo de batalha entre a já distante gestão social-democrata de António Paiva e as restantes forças políticas em presença e reconhece-se ter ingredientes que permitiram "esticar a corda" até ao limite... Mas, ao que parece é que essa corda de tanto puxarem partiu e os protagonistas dos puxões tentam agora "tapar o sol com a peneira" ao esconderem o mal que acrescentaram ao processo.
Foram praticamente três longos anos a ouvir os "ai Jesus" (salvo seja...) deste executivo sobre a asfixia financeira provocado pela dívida à parqT...
Agora, tardiamente, vêm cantar hossanas sobre um acordo alcançado com essa empresa para pagamento da dívida, coisa que esta na cara de qualquer labrego que viva no mundo real que era aquilo que deviam ter feito há muito tempo. É que é por demais evidente que qualquer gestor de meia tigela nunca aceitaria estar a pagar juros de 4%, agravados em mais 5%, quando o mercado bancário oferece soluções muitíssimo mais favoráveis.
Cantar agora vitória, ao ter sido arranjado uma instituição bancária que avance com a verba para solver a dívida junto da parqT, ficando depois a autarquia a pagar ao banco esse valor com juros de mercado, não passa assim duma mera manobra de propaganda barata, atendendo ao tempo decorrido.
Para limpar qualquer possível aparência de má-fé ou tratamento negligente deste dossier tão sensível, tem que ser cabalmente explicado aos tomarenses as razões da demora em empreender uma solução tão óbvia e que a não ser tomada mais cedo acarretou um custo de centenas de milhares de euros senão mesmo milhões aos cofres do município!
                                                                            José da Silva

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Segunda feira é dia de reunião de câmara

A câmara de Tomar vai reunir nesta segunda feira, dia 9, a partir das 14.30 horas.
Trata-se de uma reunião pública, em que os cidadãos podem apresentar os seus problemas. Para tal devem inscrever-se previamente.
A ordem de trabalhos é a seguinte:

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Quem é responsável por quê nos SMAS

Desde o início do ano que o conselho de administração dos SMAS tem uma nova composição: saiu Rui Serrano (PS) e entrou Bruno Graça (CDU) como vogal. Na presidência mantém-se Anabela Freitas e Hugo Cristóvão continua como vogal.
Com esta alteração foram também redistribuídos pelouros nos SMAS com a novidade de Bruno Graça ficar responsável pelo setor de resíduos sólidos e limpeza urbana.

A nova distribuição de pelouros dos SMAS ficou assim definida:
Anabela Freitas
Setor Administrativo e Financeiro: a) Serviço de Aprovisionamento, b) Serviço de Contabilidade, c) Serviço de Gestão de Candidaturas de Financiamento, d) Serviço de Gestão de Recursos Humanos, e) Serviço de Gestão de Património; 2. Divisão de Produção e Exploração: a) Setor de Projetos e Obras; 3. Assuntos Diversos

Hugo Cristóvão 
1. Setor Administrativo e Financeiro: a) Serviço de Gestão Comercial; 2. Setor de Serviços Gerais: a) Serviço de Apoio Geral, b) Serviço de Gestão da Qualidade e do Trabalho, c) Serviço de Comunicação e Imagem, d) Serviço de Informática, e) Serviço de Atividade Jurídica, f) Assuntos de caráter social

Bruno Graça 
1. Divisão de Produção e Exploração: a) Setor Técnico Operacional, b) Setor de Resíduos Sólidos e Limpeza Urbana

segunda-feira, 28 de março de 2016

Nesta segunda feira há reunião de câmara

A câmara de Tomar vai reunir nesta segunda feira, dia 28, a partir das 14.30 horas.
A ordem de trabalhos é a seguinte:

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Câmara de Tomar gasta mais do que tem

A câmara de Tomar é uma das 26 a nível nacional que não cumpre a Lei dos Compromissos, ou seja, tem pagamentos a fazer superiores aos fundos disponíveis.
Os dados são da Direção Geral do Orçamento e referem-se a dezembro de 2015.
Do distrito de Santarém estão também nessa “lista negra” os municípios de Alpiarça, Cartaxo e Rio Maior.
A lista completa pode ser consultada aqui.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

A firma "Faca & Alguidar"

Opinião

Imagine-se alguém a trabalhar numa grande empresa como assessor da administração.
Tinha conseguido o lugar não só por ter qualificações para o mesmo mas principalmente por ser próximo do presidente do conselho de administração da empresa. Entretanto, sentindo-se tão acima dos restantes membros do CA (e talvez mesmo acima do presidente...), começa a assenhorear-se das funções executivas de quem devia servir, extravasando funções e criando conflitos no seio da administração...
Isto não parece ser do senso comum mas imagine-se que esse personagem se julgava mesmo melhor do que os outros. Considerava-se um indivíduo com maior perspicácia, mais capacidade de trabalho, dedicação... uma espécie de diretor do saudoso BES que devia estar ele próprio na administração e não ali ao lado, esquecido...
Resultado: os membros do CA fartam-se deste estado de coisas e junto do presidente forçam a saída do assessorzeco... não sem luta por parte do presidente pois este reconhece ao assessor competência e aliás são familiares.
E pronto, consuma-se o afastamento.
Em remodelações internas é refeito o CA sendo que o presidente atribui mais responsabilidades ao administrador que maior "choque frontal" teve com o tal assessor...
São as voltas e reviravoltas da vida empresarial.
Neste interregno, os trabalhadores da empresa assistiram estupefactos às guerras intestinas pelo poder no seio das cúpulas. Os próprios representantes dos sindicatos calaram a situação, o tempo todo, expectantes de que alguma benese ou migalha pudesse continuar a rolar da mesa do patronato... Enfim, um espectáculo humano degradante...
A história podia ficar por aqui, mas o assessor não era para brincadeiras e vai daí, apesar de já radicar a sua atividade profissional noutra empresa, resolve começar a endereçar comunicações de correio electrónico a todos os trabalhadores da empresa, que se contam por centenas, essencialmente para dizer mal do administrador do "choque frontal". Sobre os  restantes administradores, que também despreza, omite qualquer comentário pois, como se sabe, as batalhas convêm ser circunscritas...
Os trabalhadores incrédulos perguntam-se: será possível que esteja a ler isto? Mas em que qualidade pode este indivíduo continuar impunemente a concentrar toda a atenção da empresa? A empresa não tem trabalho para realizar?
Parece impossível mas acontece que porventura se terão esquecido que o ex-assessor ainda tem assento na Assembleia-geral da empresa?
Pois é, o ex-assessor também era e é representante do maior accionista da empresa... apesar de, por vezes, parecer esquecer-se que, tendo uma quota importante, ainda assim o seu grupo não é maioritário! Conta aliás com o pequeno grupo a que pertence o administrador "choque frontal" para ter a maioria do capital e liderar a AG! Curiosa a vida nas empresas...
E já agora, será que o CA emitiu alguma nota sobre o assunto? O presidente dirigiu-se aos trabalhadores e clientes da empresa?
Será possível que um ex-assessorzeco de "asa ferida" insulte um administrador com poderes reforçados pelo presidente após a sua saída utilizando para o efeito os emails profissionais dos trabalhadores sem que nada suceda em consequência?
O silêncio total abateu-se sobre a firma!
Tratando-se de uma grande empresa terão havido ecos na imprensa, nos telejornais, no mundo digital?
Poucos! Um silêncio quase absoluto caiu sobre o assunto!
Situação fantástica, ou melhor, terrífica!
É por estas e por outras que as empresas não criam riqueza, não ajudam o país a sair da crise e assim, vinga a tese da maioria que governa o país, ao preferir apostar no desenvolvimento do mesmo privilegiando o setor público, o setor público empresarial e as autarquias (este sábado assistimos mesmo à "recuperação" do capital na TAP...).
É que, como tão bem sabemos, por exemplo, numa singela e pacífica autarquia como a nossa nunca se viveria uma história de "faca e alguidar" como esta!...
                                                                           José da Silva 

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

O Pacto Molotov-Ribbentrop

Opinião
A excelente crónica "O "homem soviético" e a respetiva mentalidade", do António Rebelo, levou-me numa breve incursão pelo comunismo e já agora sobre os comunistas...
Vai daí, lancei a seguinte interrogação: Serão os comunistas estúpidos?
Calma, a resposta imediata é: Não!
É óbvio que entre outras coisas não queremos faltar ao respeito a ninguém e muito menos perder de uma assentada cerca de 10% da nossa audiência, ainda que este valor esteja com tendência para descer...
Mas então porque se lança uma pergunta assaz provocadora?
Pela simples razão que os comunistas (já agora os de índole soviética), ao longo da sua história de cem anos, têm uma tendência dramática para celebrar acordos catastróficos para as comunidades, povos e para o mundo!
Será que já foi esquecido o Acordo Molotov-Ribbentrop? Sim, aquele tratado pelo qual a Rússia comunista (soviética…) acordava com a Alemanha nazi não se agredirem, assistindo impávida à destruição da europa até que ela própria se viu agredida pelo seu parceiro de pacto num desenlace trágico para milhões de seres humanos. E o que dizer da circunstância fantástico dos comunistas terem conseguido triunfar com a ajuda daqueles que ideologicamente combatiam (e continuam a combater...).
Mas porque fizerem isto? Haverá seguramente profundas teses histórico científicas, no entanto, a coisa pode-se resumir a simples calculismo e ganância.
A ideologia comunista propõe causas e valores que até podiam ser considerados universais. Já a prática comunista e particularmente a prática soviética é outra coisa completamente diferente. É a diferença entre a cartilha e os homens...
Os homens acabam por andar quase todos ao mesmo, independentemente da capa que envergam ser um fato de marca ou calça de ganga e blusão de cabedal surrados...
Por exemplo, como interpretar o acordo celebrado entre os comunistas e o PS (aqui diz-se PS e não socialistas porque verdadeiramente socialistas deviam ser os comunistas... que afinal até pode ser que tenham um saudoso tique soviético…) para viabilizar o designado "governo de esquerda" liderado pelo PS? Visto de fora parece ter tudo para correr mal para o lado dos comunistas e, como noutras circunstâncias históricas, correr mal para milhões de pessoas.
Parece pessimismo? Discurso reacionário de direita? Talvez assim seja, pelo menos na perspetiva dos tais 10% aos quais acrescem os seus improváveis amigos PS e ainda os mais que prováveis inimigos com designação de qualquer coisa de esquerda. A dita maioria!
Bem, pelos vistos resta-nos aguardar fazendo figas para que o pacto dos comunistas desta vez dê sorte e o país se safe.
Então e em Tomar?
Em Tomar passa-se o mesmo!
Sabendo-se que o que é história são pactos celebrados entre comunistas e seus "amigos", por que razão é que em Tomar não haveríamos de ter também um pacto Molotov-Ribbentrop?
Contrariamente ao pacto comunista celebrado para o governo do país em que uma ténue réstia de sorte nos pode sorrir, em Tomar resta-nos aguardar pela repetição da aurora do dia 22 de junho de 1941...
Alto preço a pagar pelo calculismo e ganância duns quantos!

Nota:
No que a Tomar diz respeito, desenganem-se aqueles que pensaram que a crónica se reportava ao passado recente. Nesta terra, o "Pacto Molotov-Ribbentrop" redesenha-se algures no horizonte... e até pode acontecer que os socialistas sejam mais soviéticos que os comunistas…
                                                     José da Silva